Palpável

























Anseio um homem
Um sentimental
Um bobo
Que na minha corte seja meu rei
Seja ele desprovido de desejos materiais
Seja ele um desejador apenas de uma coisa palpável:
Minha alma,

que revestida de carcaça veste uma pele,
que é desde o ventre, só dele
Sendo ele o homem do dia
Dos dias que estaremos juntos.

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Srita Pó














Pó sem eira.
Sim, desde o ventre,
até as portas que abertas,
os seres digam:
Entre.
Comovida, rodopio , dou espetáculo.
No palco principal,
rodo dançando e canto piando.
É o prato na mesa
É comida no prato
E como prato principal:
Comovida, como vida.


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Mel do dia

Ao som de Alceu
Ao meu, ao seu
Ao nosso gosto

Sobre a mesa
Sobremaneira sobremesa
Almoço, aperitivo

O moço sobre ela
Sobre a mesa, o palco dos famintos, eu.
Já ele, em doses, em porções repetitivas

Ao moço, música, as batidas do meu coração.

Do teatro, o texto, a atriz, e o público, eu.
Eu como palco por base, peça por essa, nossa narrativa em batucada.

Sente-se, rapaz!

Inicia-se o português, as classes gramaticais, os pronomes, e o caso oblíquo:
Te, Thi, contigo e comigo, na mesa, no prato, na música, e no palco.

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Contem mentes (O retorno)


O mapa não é mais azul

O amarelo se proliferou

E o mapa virou sucou de manga

É a fruta da época.

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Contem mentes
















Ame, ria, vai, ai
Um dia tudo ia, aqui, lá, cá e acolá

Descontinentou
Assim assim mesmo sim

Descontinentou
Há frios, ria, rio, rios
Fria imagem, as descartáveis
Rica vida, a dos negrinhos... Sei.
Mas comida que é bom... Após a morte?

Descontinentou
E no oceano ia
Outras vidas, vidas ida
Se desviou, congelou, e gelo, a água virou

Descontinentou
Eu, dois euros, e um amor, opa! Thiago.




P.s:
Aos semelhantes de todos os continentes.
Que me perdoem os Ets, mas eu não acredito em vocês.
Digo logo...

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Titulo para quê?

Escrevo, relevo, levo, evoé
Nas cordas,
Ondas,
Orlas,
Moça acorda!
Hora de beber água e hidratar o mundo.

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sono, ri, idade

*Fui, tio
Agora me deixas voltar?
Os tio, gosto não...
São pés frios desbotados
Prefiro os primos, os amigos das rimas.



*Vide bula. Fútil

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Coisa com nada

Aprecio comidas
(Essa é a parte mentirosa)
Caseira
"Predial"
"Campestre"
Assim como conversas chuchu
Mas acho que irei falar sobre abobrinhas (sozinha)

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Moço

Ao moço
Eu
Ao gosto do moço
Em carne
Sangue
Osso e pescoço



Almoço do moço

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Sem ti-tu-louca-cá-ouca

A cada arco arremesso
Um cadarço amarrado
Me lanço
Me amo
me amarro

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Li,[s] Bela

Eu conheci por tabela, a verdadeira Lisbela.
Mas minha irmã que não é bela, disse que minha pobreza não valia uma intrevista com a donzela, pobre irmã-amiga:
Não sabe ela, que não existe escritora morta, que já não tenha sido rica.







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Pés_Coço

É tão magro esse corpo
Que quando pego gosto
Já não tem mais carne
É amargo
É apenas pele envolvento o osso

Agarro-me com meu consolo
Meu solo
Terra firme
Pescoço
Meu poço
Minhas lágrimas
Meu choro.

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Senti_mantos

Sinta como se estivesse pensando
E pense como se estivesse sentindo

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Sem ti, fico comigo

Triste é não ter sentimento.

Sou feliz por ser alegre
Sou feliz por ser triste
Sou feliz enquanto vivo
Deixo pra deixar de ser
Quando deixar de existir.






Méritos da bela foto, ao pano de fundo do Cabo de Santo Agostinho.

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Lendo a liberdade


And there's prisoner that never had been free


E não existe preso que nunca tenha sido livre.

(falo porém das prisões literais)







P.s:
Relendo .Fabiano
Frase traduzada para o inglês por Wcleya
Foto: Magali, Juliana, Luciana


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Notas de amor

Tenho DÓ de nós por estarmos tão distantes, separados.
Se si separa pára parados

Quanto a isso, dou RÉ
Sim, me MI comigo

FÁ,
Fala,
Lava,
Faca,
Queijo,
Vácuo

Sou SOL raiando no sul dessa rima
LÁ lá em Curitiba
Se, SI consigo
Vou ter-te comigo
Antes, do te ti contigo, amigo



É saudade espevitada

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Essência



Sou do tipo que prefere receber espinhos ao invés de flores
E dos perfumes, eu fico com a ausência deles
Fico com o natural da ordem: Dor seguido de morte
Porque nem tudo que sangra, é lamento
Fico com o Cristo ressuscitado
Fico com o sangue derramado
Fico. Depois me vou.

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A dor

E a roda
Roda
Roda até cair ou parar
É a roda dando pausa
É a dor dando trela







Foto by obe_dessa!

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Dor minha, de cada, todo dia

Vou falar de dor
Porque da ausência dela
Eu não sei falar
E sendo assim
Metade de mim é dor
A outra parte
Já se esqueceu de viver

E a roda
Roda
Roda até cair ou parar
É a roda dando pausa
É a dor dando trela

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Moço meu

Do moço

Eu quero até os ossos


Do menino todos os brinquedos


E do homem...


Ah...


Conto-te depois do próximo pronome.

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Viola, meu bem

Não existe violações quando existe inocência

Ele toca
Enquanto isso...

Eu o canto

Ele me toca
Enquanto isso...

Eu canto
Ele me canta
Enquanto isso...

Nós dois num canto.


(Inacabada...Morta de sono....Cont.)

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Sobre os trilhos eu brinco

Traço
Um
Traço
Trago

Um

Maço

Amasso

Um
Moço
E travo o filme dos desgostos.

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E arte pode ser invisível aos olhos

Faço parte da arte imcompreendida
O que é compreensível .
É o sensível no esclarecendo

É o aço nos inoxidando
Tudo aceitável.

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Impeça

Não me impeça de ser essa
De ser dele
De ser de Queiroz
Nem de criar.
Me deixe ir
Me deixe ficar
Sou eu em peça:
Liberdade a essa, me identificar.

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Velha idéia, a antiga

Eu faço história sem drogas,
Eu fumo letras, e cheiro desejos,
E, quando eu trago, eu trago idéias,
E as divido com os outros,
Eu bebo desejo ao quadrado, ao contrário dos antigos tolos.

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Abelhas comodam


As abelhas morrem na flor da idade
A gente esquece a idade
E vive destruindo a flora, a fauna
A nossa parte do não descarte.




Abelhinha quando nasce trabalha até morrer, já o ser humano...Destrói seu habitat antes do próximo semelhante nascer.

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©2009Dê Trela | by TNB