Mulheres
É talher. É brio.
De aço quando inoxidável
O cedo doce e a dose azeda da torta de limão
O sentimento que sacia
O certo, a dúvida
A dívida, o pagamento
Somos o vício, o sóbrio
O cio, e o ébrio
Somos lida valida nessa vida.
É mulher. É rio.
Exercito meu cérebro na certeza de ter um corpo escultural. O contrário decerto não acontece.
Oi.
Meu nome é cada um
Da lista, sou um dos cada qual
Me escolhe!
Me escolhe!
Sou do cardápio a melhor mulher
Me colhe!
Me colhe!
Me colhe com colher
Qual a cor da nossa pele?
Que cor a nossa pele tem?
.
.
.
.
É a cor da beleza que se distrai,
e na condição de mestiça, atiça a tinta.
Eu almejo um sentimento, que mesmo estando longe, me vire pelo avesso, decerto.
Que regue meu jardim para que ele não vire desértico.
Longíquo sentimento que bate a porta
Que desce as escadas
E evita o elevador
Ele veio em forma de sentimento, Gleuber, em flores, aromas e ventos
Ele me eleva, e leva para distante quem me desconserta, dizendo: Vá dor.